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Igreja de Botequim

Este site destina-se a todos os frequentadores de Botequim que respeitarem nosso Dogma único e eterno: "É PROIBIDO ENCHER O SACO DE QUEM TÁ BEBENDO" autoria de nosso congregado de Ubatuba: (a verificar) Nosso Lema: "DEUS TÁ VENDO!!!"

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sejam todos bem-vindos!

Amigos,

Libertem-se!

SARAVÁ!!!
Postado por André Aaltonen às 17:51 Um comentário:
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CULTURA DE BOTECO

Este Espaço destina-se às Profundas e Filosóficas Conversas de Beira de Balcão.

Conte a sua no post que nossos Editores Congregados avaliarão a Originalidade do texto. Cuidado para não infringir as leis de Direito Autoral pois nossos Juristas Congregados são Dizimistas...

REGIMENTO INTERNO

Regimento Interno Obrigatório para todos os Congregados

1. Definições:


Igreja de Botequim (IB): Congregação de cunho Verdadeiramente Ecumênico.

Congregado: membro de nossa congregação. Cachaceiro ou não.

Cachaceiro: Congregado que bebe moderadamente.

Moderadamente: Termo extremamente subjetivo retirado dos rótulos das manguaças...

Manguaça: Líquido sagrado

Doação: Montante em Dinheiro (cash) dado de boa fé à congregação. Em hipótese alguma será devolvido.

Oferta: Montante em Dinheiro (cash) dado à Congregação de boa fé em troca de um Milagre pedido no momento da Oferta. O Milagre deverá, impreterivelmente, ter um prazo para ser realizado. Caso o Congregado não se sinta plena e totalmente satisfeito com o serviço, dentro do prazo estipulado, receberá de volta o Montante ofertado, sem correções. O Congregado nunca será questionado sobre os motivos da insatisfação. Caso o prazo do Milagre expire e o Congregado não se manifestar em 24 horas após o término do prazo, o Milagre será considerado "entregue" ou "realizado". Neste caso a Oferta não poderá mais ser devolvida em nenhuma hipótese. Todos as Ofertas deverão ser registradas no Post. Não é necessário colocar o pedido de milagre (se colocar ficará mais fácil o atendimento...). A data limite (dead-line) do Milagre deverá ser informada nesse Post, juntamente com o Montante Ofertado. O prazo só começará a contar quando registrarmos o recebimento no Balção de nossa Livraria Oficial. Cuidado!!!! Se o Milagre for entregue e a oferta for retirada a Congregação não se responsibilizará pelas conseqüencias nefastas e malígrinas!!!!

Orar: Comparecer ao Boteco de sua preferência aos moldes de Albert Einstein.

Céu e Inferno: não caia nessa...

Maratoma: Esporte de cachaceiro. Frequentar mais de três botecos no mesmo dia. Beber até o limite do cheque especial e ficar devendo...

Jogo do Bicho: loteria oficial da Congregação. Ver site congregado.

Sinuca: Esporte de congregado. Veja as regras nos Textos Obrigatórios. Atenção: Pool não é esporte oficial da Congregação! Porém, na falta de uma mesa oficial, vale tudo...

Palitinho: Esporte de cachaceiro. Ver regras nos textos obrigatórios. A versão mais sofisticada é o "Palitinho na Confiança" que só é jogado por Congregados Btothers. Constitui o mesmo jogo só que praticado SEM os palitos!!!

Congregado Brother: também chamado de "Mai broda". Quem atingiu este nível dentro da Congregação pode até atualizar o Site em livre arbítrio...

Congregada Sister: também chamada de :"Mai siss". Mesmos atributos dos brodas, porém do sexo feminino...

Congregado people: abrange os brodas e as siss. Quem é people não está muito preocupado com gêneros... Exemplo: A maioria dos Arquitetos Congregados são people. Assim como não estão preocupados com quem é dono de quem, só querem se divertir!

Saideira: Penúltima rodada. Ou não!

Ressaca: Ressaca

2. Regras (Todas as regras são obrigatórias. Ou não.)

O Congregado que desrespeitar nosso Dogma poderá correr risco de Morte.

O Congregado que assassinar outro Congregado (ou não) que desrespeitar o Nosso Dogma será Perdoado sem questionamentos.

Todo Congregado tem de estar disposto a doar Dinheiro agressivamente para a IB.

Nossa Política de Resultados é: Seu Milagre Atendido ou Seu Dinheiro de Volta! Oferte com Fé e será Atendido. Não peça nada incompatível com sua Oferta ou o Feitiço poderá voltar contra o Feiticeiro...

3.Bibliografia

Alcorão
Bíblia
Torá
A Divina Comedia de Dante Alighieri
A Origem das Espécies de Charles Darwin
Teoria da Relatividade Restrita de Albert Einstein
Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein
Philosophiae Naturalis Principia Mathematica de Isaac Newton
Going Sane de Adam Phillips
Confesso que bebi de Jaguar





Obras completas:


Carl Sagan
Darcy Ribeiro
Veríssimo (pai e filho)
João Ubaldo Ribeiro
Jorge Amado
Voltaire

entre outros...

4.Discografia
Não venha com referências em MP3, MP4 e qualquer outra forma de se estragar a Música. Aqui é Espaço para Bolachões 78 RPM, LPs e até CDs...


"Lóki?" de Arnaldo Baptista
Axé de Candeia

Obras Completas:
Noël Rosa
Dorival Caymmi
Raul Seixas
Luiz Gonzaga
Jards Macalé
Handel
Jackson do Pandeiro
Tom Jobim
Caetano
Gil
Chico
Zé Paulo Medeiros
Nelson Gonçalves
Adoniran Barbosa

5.Artistas
Antonio Helio Cabral
Oscar Niemeyer
Paulo Mendes da Rocha
Clint Eastwood (Tio Clint)


6.Revisão dos 10 mandamentos (fonte Wikipedia)

1.Não terás outros deuses além de mim (nossa congregação não segue este mandamento)
2.Não farás para ti nenhum ídolo (e se algum congregado tentar virar ídolo, lider, pastor ou qualquer tipo de ser diferente de um mortal congregado poderá ser assassinado sem ônus ao Congregado Libertador)
3.Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus (cabe ao congregado a decisão...)
4.Lembra-te do dia de sábado (ou domingo), para santificá-lo (nossa Congregação trabalha 24x7x365)
5.Honra teu pai e tua mãe (e teus filhos também)
6.Não matarás (sem motivo)
7.Não adulterarás (cabe ao congregado a decisão...)
8.Não furtarás (a Congregação e os Congregados)
9.Não darás falso testemunho contra o teu próximo (se tiver amor à vida...)
10.Não cobiçarás (a mulher do teu próximo)(mas se ela vier pra cima e não tiver como escapar...)
11.Não cobiçarás (a casa do teu próximo)(o lar do Congregado é o Botequim)

7. Das Orações...

Todo Congregado é obrigado, pelas leis divinas, a orar diariamente.

TEXTOS OBRIGATÓRIOS



SINUCA



Estas regras respeitam normas nacionais e são complementadas pelo Regulamento dos Esportes do Bilhar, cuja integração e conhecimento são obrigatórios, sendo adotados os conceitos nele contidos.

Artigo 1º - DO JOGO E PARTIDA
1. Definições sobre jogo, partida, ação e tempo de ação, tacada e tacada contínua, tabela de mesa e tabela de jogo e outras aqui não abordadas, respeitam as normas do Regulamento dos Esportes do Bilhar.
2. As partidas são disputadas por dois ou mais jogadores usando uma bola branca e sete coloridas valendo: vermelha 1; amarela 2; verde 3; marrom 4; azul 5; rosa 6 e preta 7 pontos.
3. A branca é identificada como “tacadeira”. A bola de menor valor em jogo é identificada como "bola da vez" e as demais como "coloridas".
4. A finalidade da partida é, respeitando as normas e usando a impulsão da tacadeira, movimentada por um toque da sola do taco, encaçapar as bolas da vez e coloridas em seqüência ordenada crescente.
5. Quando visadas em jogada, são consideradas como:
a. “bola livre”, quando não há penalidade por não ser encaçapada; e
b. “bola com castigo”, quando determinará penalidade se não convertida.
6. A tacada é iniciada pela bola da vez, que em jogada lícita é “livre” de penalidade, ou opcionalmente por uma colorida sujeita a "castigo".
7. Encaçapada uma colorida em início de tacada, em seguida é visada obrigatoriamente a bola da vez.
8. Convertida a bola da vez, obrigatoriamente no ataque pode ser jogada uma colorida livre que, encaçapada, oferece opção de jogar outra colorida, também no ataque e sujeita a “castigo” se não convertida. Encaçapando-as, é jogada obrigatoriamente a bola da vez, e assim sucessivamente até o final da partida.
9. Exceto a da vez convertida licitamente, retornam ao jogo em suas marcas as bolas encaçapadas, as lançadas fora da mesa e/ou as encaçapadas com falta, inclusive a da vez.
10. Convertida a bola da vez e em seguida a colorida de valor unitário imediatamente superior, esta é considerada como colorida se convertida ou como da vez quando não encaçapada ou jogada em defesa.
11. Demarcadas no campo de jogo ou subentendidas:
a marca da bola vermelha é localizada no campo de jogo superior direito, sobre a linha transversal coincidente com a marca da bola 6, eqüidistante entre esta e a tabela lateral superior direita; e
o ponto neutro é localizado no arco do semicírculo “D”, coincidindo com a linha longitudinal.

Artigo 2º - DA SAÍDA
1. Para a tacada de saída de partida, as bolas de 1 a 7 são colocadas em suas respectivas marcas. Sem tocar em outra, a tacadeira é usada como "bola na mão", colocada em qualquer ponto sobre e/ou delimitado pelo semicírculo "D".
2. A saída da primeira partida de jogo é decidida por sorteio e o vencedor joga ou transfere a ação, sem direito de recusa. São alternadas as saídas das partidas seguintes.
3. Na saída é jogada a bola 1, sendo repetida sem penalidade se:
for encaçapada;
for cometida falta; ou
impedido por bico de tabela ou outras bolas, for impossível o movimento natural e direto da tacadeira para tangenciar ("tirar fino") ambos os lados da bola 1.
4. Na condição da alínea “c” do inciso “3” anterior, o oponente pode optar por jogar, continuando a partida.

Artigo 3º - DA SINUCA
1. Existe situação de sinuca quando o jogador está impedido de impulsionar a tacadeira direta e naturalmente para atingir a bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada, tangenciando ambos os lados.
2. A situação de sinuca é caracterizada como:
“total”, quando impossível movimentar a tacadeira para atingir direta e naturalmente qualquer ponto da bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada, impedida por obstáculo de outra(s) bola(s) que não a “da vez” e/ou “bico de tabela”.
“parcial”, quando a bola visada pode ser atingida em tacada direta e natural, ainda que em um único ponto.
3. Mesmo se acidental, a sinuca é lícita quando originada em jogada sem falta na bola da vez, exceto nas saídas.
4. Exceto seu “bico”, tabela delimitadora do campo de jogo não é considerada como obstáculo para avaliação de situação de sinuca.

Artigo 4º - DA RECUSA
1. Jogador com direito à ação pode recusar a jogada, "passando-a" ao adversário sem direito de recusa, após este:
cometer falta;
jogar bola colorida sem encaçapar, livre ou não.

Artigo 5º - DA IDENTIFICAÇÃO DE JOGADA
1. Antes de jogada não evidente, são cantadas a bola e a caçapa visadas.
2. Sem necessidade de identificar quantidade de toques, deve ser cantada a jogada que pretende atingir a bola visada depois de toque da tacadeira em tabela, exceto quando evidente.
3. Jogada evidente é dispensada da cantada.
4. É evidente a jogada direta ou indireta claramente direcionada, que não tenha próximas ou no mesmo alinhamento outras bolas que possam ser visadas.
5. A decisão sobre evidência em jogada cabe exclusivamente ao árbitro, ou substituto que, julgando necessário, pode solicitar esclarecimento sobre a intenção planejada, mesmo interrompendo ação.
6. É considerada como de defesa a jogada em bola da vez não evidente e sem cantada.
7. É admitida como lícita a jogada evidente que, por falha sem dolo, é cantada erradamente no valor da bola ou caçapa visada.
8. Antes da tacada, o jogador pode modificar a cantada. Pode também indagar ao árbitro, e será respondido, se a tacadeira está ou não "colada" a outra, ou se está corretamente posicionada na área do semicírculo “D” para saída ou retorno ao jogo.
9. Retornando ao jogo como “na mão”, a tacadeira tem posicionamento limitado pelo semicírculo "D" e/ou sobre sua linha e pode ter posição e cantada alteradas antes da tacada. A condição permanece quando a jogada é transferida ao oponente.

Artigo 6º - DO RETORNO E POSIÇÃO DE BOLA
1. Obstruída sua marca, a bola que ao jogo retorna é colocada na marca desocupada de outra bola de maior valor. Se todas ocupadas, é colocada no "ponto neutro".
2. Retornando simultaneamente ao jogo duas ou mais bolas, tem preferência de colocação a de maior valor.

Artigo 7º - DA PENALIDADE
1. Pontos que penalizam por faltas são creditados ao adversário.
2. Penas por faltas são:
após falta técnica;
I. pena de 7 pontos;
II. o penalizado perde direito à tacada;
III. o beneficiado pode jogar ou transferir a ação ao penalizado, sem direito de recusa.
após falta disciplinar;
I. em primeira ocorrência, pena de 7 pontos e enquadramento como advertência;
II. em reincidência, desclassificação com derrota no jogo.
após falta grave:
I. pena de 7 pontos; e
II. desclassificação com derrota no jogo.
3. Penas por falta técnica não são cumulativas, prevalecendo a maior de mesma ação.
4. Penas por falta disciplinar e/ou grave são cumulativas à pena por falta técnica.

Artigo 8º - DA FALTA
1. Praticadas sem dolo são faltas técnicas:
a. encaçapar a bola branca (“suicidar”);
b. dar mais de um toque na tacadeira (“bi-toque”).
c. conduzir a tacadeira quando não colada à bola visada (“carretão”);
d. jogar bola colorida em defesa;
e. acidentalmente lançar bola fora da mesa;
f. acidentalmente originar salto da tacadeira sobre outra bola que não a visada;
g. jogar em, ou com, bola errada;
h. jogar com bola em movimento ou retornando ao jogo;
i. jogar com qualquer parte do taco que não a ponteira;
j. jogar sem ter contato com o piso;
k. jogar com a tacadeira fora do semicírculo "D", após estar "na mão";
l. encaçapar bola não visada;
m. converter duas ou mais bolas na mesma tacada;
n. converter bola em caçapa não cantada ou evidenciada;
o. não converter bola colorida sujeita a “castigo”;
p. não tocar primeiramente na bola visada, exceto quando cantado ou evidente o uso de tabela;
q. não cantar jogada não evidente;
r. tocar indevidamente em qualquer bola.
2. São falta disciplinares e/ou disciplinares grave:
intencionalmente praticar falta; ou
praticar atos considerados como falta disciplinar ou disciplinar grave, conforme previsto no Regulamento dos Esportes do Bilhar e na legislação desportiva.

Artigo 9º - DO ENCERRAMENTO DE PARTIDA
1. A partida é encerrada quando:
a. é definitivamente encaçapada a bola 7 com vantagem no placar, ou convertida definitivamente a bola 6 resultando em diferença superior a 7 pontos favoráveis;
b. um dos jogadores reconhece a derrota na partida;
c. estão em jogo a tacadeira e as respectivas bolas, e a diferença de pontos entre os jogadores atinge valores maiores que:
I. 46 pontos, com a bola 5 como a da vez;
II. 27 pontos, com a bola 6 como a da vez; ou
III. 7 pontos, com a bola 7 como a da vez.

2. Se a situação da alínea “c” do inciso “1” anterior é atingida por crédito de pontos por falta do oponente, o vencedor não é obrigado a continuar a partida. Atingida em tacada contínua, é realizada a jogada seguinte.
3. Terminada partida com empate de pontos a identificação de vencedor ocorre por meio de “partida complementar”, retornando ao jogo a bola 7 em sua marca, a branca como “na mão”; e:
a. a saída é decidida por sorteio, independentemente da seqüência anterior, que permanece a mesma; e
b. o vencedor joga ou passa a saída, sem direito de recusa, sendo respeitadas as normas regulares, adaptando o necessário.

Artigo 10 - DO ENCERRAMENTO DE JOGO
1. O jogo é encerrado quando:
a. é atingido número predeterminado de vitórias em partidas;
b. um dos jogadores reconhece a derrota no jogo;
c. é aplicada penalidade por segunda falta disciplinar ou uma falta grave;
d. o jogador é desclassificado.

· As imagens com ilustração dos detalhes da mesa de jogo estão nos anexos do Regulamento dos Esportes do bilhar.
· A marca da bola 7 (sete), diferentemente do Snooker e da Sinuca Mista, é aposta sobre a linha longitudinal com afastamento de 1/8 do campo de jogo (35,5 cm) da tabela superior.

Brasília,14 de fevereiro de 2009



Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca



*******************



O jogo do palito (um ensaio sobre a amizade entre os homens)
por Clarice Casado
Esta é dedicada a todos os queridos membros da "Liga Profissional Paulistana do Palito" (L.P.P.P.), e também às maravilhosas mulheres que os agüentam...! (incluindo a mim mesma!.)

Senhoras e senhores, apresento-lhes o jogo do palito! Palito? "Jogo do palito"? Devem estar perguntando-se, entre curiosos e pasmos, os meus estimados leitores. Sim, palito, palitinho, palitinho de dentes, aquela coisinha horrorosa de madeira que alguns indivíduos utilizam como escova de dentes, sabem? Pois, saibam que essa não é a sua única utilidade. Há alguns meses, descobri que o tão popular palitinho de dentes pode ser usado como instrumento (ou apetrecho, sei lá) de um jogo intitulado "jogo do palito", ou apenas "palito", para seus praticantes mais freqüentes, engajados, sérios - profissionais da coisa, mesmo. Sim, o "jogo do palito", ao menos entre os meus amigos (do sexo masculino) mais íntimos, é considerado um jogo sério, seríssimo. Não é qualquer um que encontra-se habilitado a praticá-lo! As crianças são proibidas e as mulheres, bem, as mulheres não são lá muito bem-vindas... O que os meninos preferem, de verdade, é jogar só entre eles mesmos.
Passo a explicar, então, o afamado jogo. Prestem muita atenção! O jogo sempre acontece ao final de um encontro em algum restaurante ou bar, quando estão à mesa amigos que terminaram de almoçar, jantar, ou fazer um happy hour prolongado. O perdedor do jogo deverá pagar a conta. Não há "um" vencedor no jogo. Há vários. Mas há um infeliz (que na maior parte das vezes sou eu, apesar de que, nas últimas duas semanas, venci duas vezes!) que perde, e arca com toda a despesa. Pois bem, cada participante toma posse de um palitinho de dentes e quebra-o em três partes iguais. Cada participante coloca o número de partes do palito que desejar em sua mão fechada (a mão direita, descobri isso em uma das minhas últimas partidas!), e coloca a mão em cima da mesa. A outra permanece escondida, também fechada, embaixo da mesa, de preferência. Verifica-se o número total de palitos que existem "na mesa" (este é um dos "termos técnicos" do palito: "na mesa" significa naquela rodada). Sabendo o número total de palitos, cada participante, em ordem, passa a tentar adivinhar quantos palitos há "na mesa". Essa adivinhação tem toda uma técnica, que eu, sinceramente, até hoje não fiz a menor questão de querer entender.
Diz uma das minhas amigas que não há lógica alguma no jogo, que é pura sorte. Mas os meninos inflamam-se, indignados, como se isso fosse a maior heresia da história da civilização ocidental e dizem "Sim, claro que tem, tem a ver com lógica matemática, como não?!!!". E eu, que assumidamente odeio números e contas e ciências exatas, chuto, portanto, qualquer número que vier em minha cabeça, que esteja dentro dos limites do que está "na mesa" (vai ver é por isso que perco tanto...!).
Já os meninos consideram dominar a técnica da adivinhação como algo fundamental, essencial. Utilizam-se até de expressões, criadas por eles (que aqui decidi chamar de "termos técnicos"), como "dois é quatro", "cinco é um", "lona" (que significa nada de palitos na mão), "é preto no branco" (algo como "é agora ou nunca", sei lá, acho que é isto), e outras insanidades desse gênero...! Pois bem, os excepcionais indivíduos que conseguem adivinhar o número de palitos que existem nas mãos fechadas de todos os participantes vão se livrando aos poucos de seu pedaços de palitos, até ficarem sem nenhum. Neste momento, saem do jogo, livrando-se, também, da conta. Quando restam apenas duas pessoas, o jogo se reinicia, ficando cada uma com três pedaços de palito nas mãos novamente. Essas duas pessoas estão na "final" (outro "termo técnico"). Quem perder, será premiado com o pagamento da conta.
Pois então eu dizia que, para os meninos, o jogo de palitos é coisa muito, mas muito séria. Disputam o palito como se estivessem disputando uma final de Copa do Mundo. A "Liga Profissional Paulistana do Palito", denominação que acabo de criar para os meus queridos amigos competidores deste nobre esporte, é quase como uma Máfia. Assim mesmo, com "M" maiúsculo. A "Máfia do Palito" é apenas um exemplo (ou uma verdadeira constatação) do alto grau de cumplicidade e da enorme capacidade de associação existente entre os homens. As amizades masculinas são peculiares, elas têm regras, como tem o jogo do palito. Regras que devem ser conhecidas e cumpridas, sob pena de exclusão do "clube". Entre os meninos, formam-se verdadeiras irmandades, o que os falantes de língua inglesa chamam de brotherhood of men. Os homens formam uma classe tão unida que até mete medo. Apoiam-se em qualquer empreitada. Não questionam. Não pedem explicação. Não se explicam. É mesmo uma Máfia. Não há quem não tema a Máfia. Nada que se fale ou se comente ali sai dali, nem sob severíssima "tortura". São os meninos capazes de criar histórias fantásticas para proteger uns aos outros. E, sabe-se bem, na Máfia não há perdão. Nenhum deslize é perdoado. Quem assistiu o clássico de Coppolla da década de 70, "O Poderoso Chefão" (The Godfather) sabe bem do que estou falando!
A nós, mulheres, diante de tudo isso, cabe tentar compreendê-los, e, sinceramente, tentar aprender com eles a nobre arte da amizade. Estou dizendo alguma mentira? Desculpem-me, meninas...



*******************************



FINNISH - A WORLD LANGUAGE
by Richard D. Lewis
Has the time arrived for Finnish to take its place as a world language?
It is quite obvious that it is difficult to answer such o question with any degreeof certainty. At the moment there seem to be several factors hindering such adevelopment. Firstly, it is spoken by only 0,06 % of the worlds population;secondly, it cannot be learned in ten easy lessons; thirdly, there are still someFinns who can’t understand it.
Furthermore, support for its use in. International affairs is rather difficult to : procure outside Finland ‘s borders, since the only related languages are Hungarian, Estonian and a few obscure dialects spoken in the middle of Siberia. Hungarians
and Finns understand each other just about as well as do Eskimos and Zulus,
and.-Estonia never did wield great linguistic influence, while nobody has heard
about the little brothers in Siberia for a long, long time.

If its progress has been a little slow, however, Finns point out quite rightly that as a world language Finnish has the following advantages:
1. It is essentially a logical language. The rules are absolutely rigid and apart from exceptions, hold fast on all occasions.
2. It is a euphonious language, in other words, it pleases the ear. This is by virtue of its abundance of vowels, which eliminates ugly, consonantal
conglomerations. It was recently proposed to export a few vowels to
Czechoslovakia, where they are' getting rather short of them, and import a few Czech consonants in their place, but negotiations broke down at an
early stage. The Finns decided they wanted .nothing to do with a language
which called ice-cream "zmrzlinc" vhile the Chechs were equally distrustful of a language which called it "jäätelöä".
3. It is a concise language. One Finnish v/ord may express several words inEnglish; why waste time and energy saying "the secretarial department of
the committee dealing with the negotiations for the cessation of hostilities" when you can use a simple little word like "aseleponeuvottelutoimikunnan sihteeristö" (ed. note: we know it says this is just one word, but we couldn’t get Oscar, the linotype operator, to do it that way . He insisted that it really is two words, no matter what the author says).

. .
4. Learning Finnish inspires confidence in your own abilities. If you can learn Finnish, you can learn ANYTHING.
.
5. It has bigger and better swear-words than any other language.
6. It is a rich language, in so far as one sentence may possess unlimitedshades of meaning. In other words, you may say one thing and meananother. You may even mean the opposite. This device is especially useful for politicians, Lawyers, witnesses, rnothers-in-Iaw, doctors,fortunetellers, commercial travelers, taxi-drivers and philosophers.
In the light of these facts, it will be readily agreed that the establishment of Finnish as a universal tongue would be nothing short of a blessing for humanity In general. The problem with which we are confronted, then, is that of inducing the remaining 99,94 % of the world’s population to learn Finnish. This can be done only by drastically simplifying Finnish grammar as it appears in present-day grammar books, and presenting to the student some system of far less fearsome aspect. This should be a combination of broad rules giving a concise but penetrating survey of the language and general hints showing cll the short cuts to early success.
In this respect we have resolved to give the world the benefits of our own experience with the language, and after months of intensive (at times even desperate) research have evolved the following method of attack upon what has hitherto proved to be one of the world's most formidable linguistic hurdles:

"THE EASYWAY TO FINNISH"
or
"FINNISH IN 90 YEARS WITHOUT A TEACHER"

NOUNS AND THEIR CASES: This is a fascinating subject. While Latin and German experiment with paltry five or six cases, the Finns show how cute they are by nonchalantly reeling off fifteen of them. Of course, for a born Finn this is not as difficult as it sounds. Let us suppose that a new-born child speaks only in the nominative till the age of one, then in the nominative and accusative till he is two, bringing in the genitive in the third year, and so on. By the time he is fifteen he knows all the cases. A foreigner, beginning to learn Finnish, at say 25 and using the same system has a good chance to being fairly proficient in case-usage at the age of 40, although we must remember that he still has it all to do in the plural. He should have managed this, however( by the time he is 55, and if he does hot take more than six years over the pronouns, a man in good health might live to master at least twelve adjectives.

REMEMBER: Confidence is the key to success. Never hesitate. When about to use a noun, you should reflect rapidly along the following lines:
l . What is the noun in Finnish?
.•
2. Singular or plural?
-
3. Which gender? (N. B. this can be quickly answered, as there is no gender in Finnish.)
4. Which case? - Nominative, accusative, genitive, essive, partitive,translative, Inessive, elative, illative, adessive, ablative, allative,abessive, comitative, or instructive.
5. Is it possible to ovoid using it?

Having dealt with these considerations In the proverbial fraction of a second, you then inhale deeply and articulate the first half of the noun in stentorian tones which gradually diminish to a hoarse whisper as the case-ending is pronounced. This method of demonstrating your capabilities in case-usage can be recommended as quite safe, since, although you cannot prove that you were right, no Finn or anybody else can prove that you were wrong. Above all, look confident.
NUMBERS: Basically the Finnish and English systems offer few indícations of similarity at first. For example:
Yksi - One Kuusi - Six
Kaksi - Two Seitsemän - Seven
Kolme - Three Kahdeksan - Eight
Nelja - Four Yhdeksän - Nine
Viisi - Five Kymmenen - Ten
Closer examination, however, reveals the following facts which might be of considerable help to the learner:
a . Kolme and Three each have five letters
b. Viisi and Five are both constructed around theletter "v"
c. Seitsemän and Seven obviously are derived from a commonorigin (apparently a word beginning with "s")
*%
FURTHER HINTS ON LEARNING NUMBERS;
1. Forget the English numbers entirely. Then you will have to learn theFinnish ones in order to tell the time. If such a step causes difficultieswhen you later try to speck English, you can easily emply a Finnish-English dictionary, or, in case of numbers up to twenty, your fingersand toes.
2. Do not waste your time learning numbers over twenty million. You arenot likely to have that much money, even in Finnmarks.
MONTHS AND DAYS: Say “first day", "second day", "third day", "next to last month", etc. This solves you two years learning the names and makes the person you are talking to do all the work.
THE DIRECT CSJECT: Most Finnish grammars are particularly lucid about this. They read something like this: "In Finnish the Direct Object, (Universally known as the accusative) may be In the nominative, genetive or partitive. For purposes of clarity the nominative and genetive will be called accusative. There also exists a genuine accusative which is not called anything at all."
Considerable care is thus required when interpreting grammatical terms. If you see the word "accusative" it may mean nominative or genitive but never accusative; the term "nominative" might mean accusative or possibly the real nominative; “genitive" might mean accusative or just proto genitive, while the partitive is always called the partitive although it may really be the accusative.
Obviously, the two salient points arising from this analysis are: l . you may call anything "accusative" if you think it is something else. If you see a real accusative, keep your mouth shut. 2. It Is dangerous to accuse anybody of anything.
VERBS: The best advice is: Don't use verbs at all. Occasionally you may find it rather difficult to converse at any length without using verbs, but assiduous practice in this art will make you adept. (N. B. We reduced our errors by 20 % when we hit upon the notion of leaving out verbs. You may cut out another 15 % by omitting all adjectives, adverbs and pronouns, although conversation tends to fall rather flat unless you are clever with your hands.)
PRONUNCIATION; A few difficult sounds:
aa as "e" in "expatiatory" but longer and more vehement. Mouth open
as much as possible and ears well back.
ay half palatal, half alveolar, half dental. Scornful expression,
yo .be very careful with this.
yi never as in "Hi-yi-yippi-yippi-yi".
h clear your throat lustily. That’s it.
u as in the Arabic.
r rolled strongly. False teeth cn advantage here.
b, c,f, g, q, w, z, x do not exist in Finnish. Pronounce very quietly.
Taken From: FINLANDIA PICTORIA L; November 1953, No. 11, Vol. VII




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O Holsimo Reducionista (hr) ~ Reducionismo Holista (rh) = (hrrh)


Células, Cômodas e Mônadas…

Hoje compreendo (acho) como a biologia usa células para a organização da vida e como isso pode ser metamofoseado isoformicamente para outras estruturas de pensamento e soluções em outras áreas.

Cunhei o termo “ Cômoda de Hofstadter “ para denominar a Cômoda descrita no GEB (capítulo x). Nada mais é que um exercício mental em que imaginamos uma cômoda e suas gavetas. Cada gaveta deve ser tratada como uma cômoda, e aí vai…

Esta cômoda tem uma relação isomórfica com diversas estruturas.A Escola é uma cômoda e as turmas são gavetas. As gavetas da turma são os alunos. Cada aluno é uma cômoda e aí vai…
A Escola é uma gaveta da cômoda de escolas de São Paulo que é gaveta das escolas do Brasil e do Mundo, por enquanto… um número finito…

Então uma pessoa pode fazer um site (cômoda) pessoal e é claro que o número de gavetas é infinito: Profissão, Hobbie, Música, livros que já leu, livros que não leu!!! Com certeza não existe a cômoda dos livros que ninguém leu.

Relação isomórfica Cômoda – Célula

Manipulação Genética - Galinhas

Não faz sentido o medo da clonagem e manipulação genética. Não existe bicho igual a galinha na natureza. Qual ave botaria dois ovos por dia? É facil calcular quantos dias são necessários para encher o mundo de alguns metros de galinhas… E os cachorros? Onde, na natureza, caberiam tantas variedades de raças? Tudo isso é manipulação genética quase pré-diluviana… Só que tomando, por ponto de partida, o fenótipo. A próxima revolução Blade Runner, virá do genótipo.(fg)

Porque não imaginar mega-estruturas que “nascem”. Uma cecóia vem de uma semente… Uma Baleia de um óvulo fecundado… Na hora que o homem souber como funciona o DNA iniciará a Arquitetura (a) ~ Genética (g) = (ag).(fgag)

Lingua de Pirarucu(lp) ~ Pau de Guaraná(pg) = (lppg)

Os índios utilizam a Língua do Pirarucu para ralar o Pau de Guaraná. Misturam na água e tomam, como tomamos café. É facil imaginar o quão difícil é construir uma ferramenta na floresta. A (lp) é seca (como?) e se transforma num poderoso ralador. Devem haver vários outros usos (quais?). a Planta do Guaraná é transformada no (pg) (como?). Este tipo de (ri) deverá ser estudado para viabilizar o estudo e aplicações no design genético, ou (ag).

Pirarucu, Guaraná e Indio são feitos a partir do DNA. Será que esta relação está descrita lá? Está na mente do índio? Índio conhece DNA? Quando conhecer, fará qualquer ferramenta.

Bilhões e Bilhões de neurônios, interconectados pela estrutura gaveta(g) ~ cômoda(c) = (gc).




Limites…

Subindo as compras de supermercado, deparei com a etiqueta do saco do coco que continha o preço e peso: 1,040 Kg. Fiquei intrigado com os decimais. Logo veio a idéia: até onde é possível aumentar o número de casas decimais? Cada casa acrescentada, representa um conhecimento maior a respeito de quanto coco eu tinha comprado… apesar de ter comprado somente UM coco. Rapidamente esbarrei nos átomos. Quanto pesa UM átomo de Coco?? Algo próximo da 14ª ou 20ª decimal??? Não sei… mas com certeza as decimais ACABAM!!! E consigo saber Quantos átomos tem meu coco!? Não é bem assim. Temos que considerar o Princípio da Incerteza. Ou seja, minha balança mental só consegue me dar a precisão de algumas casas decimais e mesmo assim, as últimas decimais irão SEMPRE oscilar!!! Isomorfismo matemática~física (mf).

(cg) ~ (mf) = isomorfismo (i) biologia~matemática (bm)

Isso quer dizer que não é possível conhecer os limites de um coco… ou que o Princípio da Incerteza é que nos fornece o limite?

Para mim, o coco está tão fortemente soldado na realidade (resto do universo) que não há como separá-lo. Acaba o problema dos limites.

Acho que foi aí que Gödel chegou.


Deste ponto de vista, vamos abordar o problema urbano.

Quais os limites de uma cidade?
Quais relações isomórficas (ri) podem ser traçadas com quais sistemas?
Quais (ri)s podem ajudar a entendermos como é que se pilota uma cidade?
Preservar, Restaurar ou Reconstruir?


Proposta

Abordagem em escala isomórfica com a cômoda – Macro(M) ~ micro(m) = (Mm) ~ (mM) = (MmmM)
Geometria Projetiva. Google Earth
Prancha 0/n formato : bioesfera. (ri) terraformação ~ Carl Sagan
Prancha 1/n formato: corte da terra pela linha do equador (MmmM) deslisante pela bioesfera. Eixo x = equador, eixo y = raio da Terra.
Prancha 2/n formato: corte meridional (MmmM) deslisante eixo x = meridiano, eixo y raio da Terra.
Prancha n/n = depende da pesquisa…
(ri) ôôôlaa… no estádio de futebol…
preservação total da bioesfera…
Todo Projeto deve ser à prova de idiotas.(Carlos Bertolucci)
Concursos públicos mundiais para as Balsas-sanfonas.

Motormidi (m) ~ Balsas-sanfona(b) = (mb)

ver site http://www.motormdi.com/. Motores movidos a ar comprimido. A necessidade básica é: Comprimir o ar com energia renovável não-poluente.

Energia.

Vamos utilizar a Força da Gravidade (fg).

Marés

A variação das marés no equador são da ordem de ~6 metros (?).

Um passo à tras

O Projeto utilizará o paradigma mecânico. Balsas-sanfonas, presas no fundo do oceano sanfonadas pela maré, comprimindo o ar.

E

Água Salgada(as) ~ Água Doce(ad) = (asad) ~ (adas) = (asadadas) …a pesquisar…

Comunicação

Satélites.
Fibra otica acompanhando os dutos de distribuição, dutos aero-hidro-óticos (dahos).
Transatlânticos-Tanque, movidos a ar, levam o ar/água aos continentes enquanto os (dahos) submarinos são implantados.
Portos-Tanque em locais estratégicos engarrafam o ar/água.
Caminhões-Tanque disrtibuem as garrafas enquanto os (dahos) subterrãneos são implantados.
Primeiro anel (dahos) equatorial.
(dahos) chegam em casa…
Política de inclusão total (ri) Darcy Ribeiro.
Pedagogia da Autonomia…

Segurança

Direitos autorais – não será necessário
Terrorismo, Terrorismo industrial
Resistência da Industria do Petróleo e afins – Mudança do paradigma petróleo < ar.
Seguros


Balsas-sanfonas (bs)

Pesquisa

(asadadas)
Micro ecossistemas (MmmM)
Consultores.
Impacto Ambiental/Econômico.
Monitoramento on-line da bioesfera.
Prevenção e controle de catástrofes naturais.
Ferramentas pneumáticas, hidráulicas e pneumo-hidráulicas.
Refrigeiração(r) ~ aquecimento(a) = (ra) ~ compressão(c) ~ descompressão(d) = (cd) = (racd) ~ (dcar) = (racddcar)
Onde colocá-las?
Qual o tamanho limite? Considerar: ancoragem, curvatura da terra/água, mobilidade, eficiência, resistência dos materiais, …
Como combater a (fg)? Hoteis, Antenas de radiotelescopia, Estádios, Escritórios, Lançamentos espaciais, Novo-Urbanismo (nu). (fg) ~ (nu) = energia limpa (el)



Lançamento

Como dilvulgar o Projeto? (i) ~ divulgação Motormidi?
Parcerias / Franquias? – Greenpeace
Turismo (el)egante…
Alavanca Gravitacional

Desdobramentos????

Monitoramento e controle climático.
Moto-contínuo provisório… Sistema Solar
Buracos Brancos…
Desaparecimento do dinheiro…
Rumo ao espaço…infinito em todas as direções.

(ri)s Conceituais

Darcy Ribeiro

Inconformismo.
Também não me conformo em:
ter que usar um carro que polui o planeta.
parar de fumar porque não existe a cura para o câncer.
Ver acabar as reservas de petróleo, água, ar!!
Ver tanta pobreza e concentração de renda.
Ver o dinheiro sendo usado como medida das coisas e pessoas.
Ver a educação sendo tratada como um bem que só quem tem dinheiro pode comprar
Ver guerra ser combatida com guerra.
Usarem a religião para fazer o mal.
Não poder compartilhar as idéias com todos.
Ver civilizações desaparecendo por vontade e descaso de outras.
Extinguir espécies!!!
Existir separação entre Trabalho e Hobbie.
Existir desemprego, fome, mesquinharia, industria bélica.
Ver a Cultura em segundo plano.
Imaginar que a metrópole é complexa demais para podermos compreendê-la.
Que o metrô é caro demais.

Eu também vou reclamar!!



Alcance universal.
Educação Global.
Cultura Indígena.
Terra como Problema.

Ney Mato Grosso

Atitude Multi-mídia

Douglas Hofstadter

Inteligência Artificial (ia)

Gödel

Esher

Bach

Leibniz

MM Ponty

Heisenberg

Mudança do paradigma

Jaguar

Humor
Cultura de Boteco – Confesso que bebi ~ Mesa de Boteco é forum livre!!!
Tábua de Queijo…

Einstein

Pacifismo

Drausio Varela

Perseverança

Amir Klink

Coragem em mudar de vida.

Isaac Asimov

Ficção Científica(fc) ~ Realidade(r) = (fcr) ~ (rfc) = (fcrrfc)

Ziraldo

Irreverência

Nelson Gonçalves

Obra Aberta

Raul Seixas(RS) ~ Paulo Coelho(PC) = (RSPR)

Stefen Hawking

Buracos Negros, mas não tão negros assim… (i) coco.

Calvin(c) – Haroldo(h) = (ch)

A maior prova de que existe vida inteligente no Universo é que nunca entraram em contato com a Terra.

Picasso

Caetano Veloso

O índio

Lucio Costa

Niemeyer

Alvar Aalto

CQD

Bibliografia obrigatória

A cômoda de tudo o que foi escrito e a do que nunca foi lido.


David Sobermann, revisão de março de 2009


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Aforismos sobre a Monogamia (trecho do livro)
Adam Plillips


1
Nem toda a gente acredita na monogamia, mas toda a
gente vive como se acreditasse. Todos temos consciência de
mentir ou de querer dizer a verdade quando está em causa a
lealdade ou a fidelidade. Todos nos consideramos ou traidores
ou traídos. Todos sentimos ciúme ou culpa, sofrendo
as respectivas aflições. E os poucos afortunados que aparentemente
nunca passaram pela experiência do ciúme sexual
reagem a isso ou com perplexidade ou com bazófia. Ninguém
foi excluído da experiência de se sentir excluído. E todos ficamos
obcecados por aquilo de que fomos excluídos. Por outras
palavras, acreditar na monogamia não é muito diferente de
acreditar em Deus.

2
A partir do momento em que conhecemos as regras do
jogo, podemos pensar na performance, já não temos de nos
preocupar com o próprio jogo. Há coisas que tomamos por
adquiridas para que possamos tomar outras por outra coisa
qualquer.
A infidelidade é um problema porque damos a monogamia
por adquirida e tratamo-la como se fosse a norma. Talvez
devêssemos dar a infidelidade por adquirida e assumi-la sem
maiores preocupações. Poderíamos então conseguir pensar
na monogamia.

3
Profundamente comprometidos com a busca de uma vida
melhor, tanto o promíscuo como o monógamo são idealistas.
Ambos se deixam perturbar pela esperança, veneram o renascer
da confiança, impressionados pelos seus prazeres. Devíamos
evitar a precipitação de os opor um ao outro. No seu melhor,
são ambos inimigos do cinismo. Os cínicos é que são desanimadores,
porque com eles o desapontamento vem antes do
resto.

4
A infidelidade tem tanto a ver com o drama de contar
a verdade como com o drama da sexualidade. É apenas por
causa da sexualidade que pensamos na verdade e acabamos por
deparar com a honestidade em conflito com a bondade.
A mentira bem sucedida cria uma liberdade desanimadora.
Mostra-nos que ninguém consegue saber o que andamos a
fazer. A mentira esfarrapada — o desejo de ser descoberto —
revela o medo do que podemos fazer com as palavras. Mentir,
por outras palavras, não é tanto um meio de manter as opções
em aberto como de descobrir quais são essas opções. O medo
da infidelidade é o medo da linguagem.

5
O acasalamento é uma arte performativa. Mas como é que
aprendemos o que fazer em comum? Como havemos de ser,
outra vez, dois corpos em público, consistentemente juntos,
guardiães do pudor um do outro, seguros do nosso papel?
Onde se vai buscar essa atitude?
É nisto que os casais bonitos nos animam e até inspiram.
Abordados — como frequentemente são — por causa da beleza,
podemos intentar brevemente ser como eles, despudorados,
sem nada a esconder. A boa aparência, afinal, é o nosso
melhor antidepressivo cultural. Mantém o espectáculo a
rodar.

6
No próprio começo da vida, a sobrevivência envolve-nos
em algo semelhante à monogamia. O crescimento envolve-
-nos em algo semelhante à infidelidade (contestamos os nossos
pais, traímo-los, desiludimo-los). Por isso, quando pensamos
na monogamia, é como se ainda fôssemos crianças e não já
adultos também. Não sabemos o que pensam os adultos acerca
da monogamia.

7
Esforçamo-nos bastante para manter na cabeça dos outros
certas versões de nós mesmos; e esforçamo-nos, é claro, para
afastar dela as versões menos atraentes. E no entanto, todos
aqueles que conhecemos nos inventam, quer gostemos quer
não. De facto, nada nos convence melhor da existência das
outras pessoas e de quão diferentes são de nós do que aquilo
que conseguem fazer com o que lhes dizemos. As nossas
histórias tornam-se frequentemente irreconhecíveis à medida
que circulam de boca em boca.
Ser desfigurado é simplesmente ser apresentado através
de uma versão — uma invenção — com que não podemos
concordar. Mas é desencorajador o modo como os outros nos
inventam. Andamos em frenesi a tentar reduzir o número
de pessoas diferentes que cada um parece ser, e a procurar
manter em circulação a verdadeira história de quem realmente
somos. Talvez seja isto, mais do que qualquer outra coisa,
que nos empurra para os braços dum parceiro especial. A
monogamia é uma maneira de cada um reduzir ao mínimo
as versões de si mesmo. E, é claro, uma maneira de cada um
se convencer de que algumas versões são mais verdadeiras do
que outras — de que algumas são especiais.

8
A única tradição que podemos experimentar é o momento
presente. E no entanto gastamos a maior parte das nossas
vidas ansiosamente esperançosos de que mudaremos — no
prazer da expectativa de certas coisas — e ao mesmo tempo
fazendo tudo o que podemos para que tal não aconteça. É por
isso que só estamos realmente descontraídos, propriamente à
vontade, em períodos de transição: quando podemos deixar
que o tempo entre em cena.
Infidelidade é a outra palavra para a mudança, a única
mudança, entre as que podemos conhecer, que é mudança de
crença. Crescemos ao sermos desleais a nós próprios.

9
Os pais são aqueles a quem é mais difícil ser infiel. É o que
faz da monogamia — da nossa capacidade de encontrar outro
casal — um feito tão extraordinário. Ou apenas mais do mesmo.

10
Como um íman que atrai vícios e virtudes, a monogamia,
tal como antes a religião, torna reais as mais amplas abstracções.
Fé, esperança, confiança, moralidade tornaram-se agora
assuntos domésticos. De facto, a monogamia é a nossa religião
secular e por isso a opomos, não à bigamia ou à poligamia,
mas à infidelidade. Deus pode ter morrido, mas o casal
com fé cumpre a sua obrigação.

11
Se o proibido é que é excitante — se o desejo é fundamentalmente
transgressivo —, então os monógamos são como os
muito ricos: têm de encontrar a própria pobreza. Têm de
passar fome. Por outras palavras, têm de trabalhar, nem que
seja para que o demasiado disponível se mantenha suficientemente
ilícito para ser interessante.
Infelizmente, é mais fácil forjar obstáculos — simular o
proibido — do que forjar o desejo.

12
Indo para velhos juntos ou indo para novos juntos? Há
sempre qualquer coisa a que resistir, qualquer coisa a desafiar.

13
Somos inevitavelmente fiéis ao cadáver que cresce dentro
de nós. É o que faz da infidelidade um enigma tão irresistível
e pode fazer com que a monogamia se pareça com a morte.


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Interview
That way sanity lies
A psychoanalyst who hates the 'intrusiveness' of therapy, a rigorous sceptic whose brilliant books have tackled despair, disillusionment, boredom and ... tickling. Now, Adam Phillips has turned his focus on the elusive concept of Being Sane. Here, he talks to Sean O'Hagan about the madness at the heart of modern life
Sean O'Hagan
The Observer, Sunday 13 February 2005
Article history
Adam Phillips writes in the same room in which he practises psychoanalysis. It is book-lined, bright and airy, cluttered but in a way that seems necessary and ordered rather than neurotic and self-defeating. It is, in fact, exactly the kind of room one would imagine a psychoanalyst would write and practise in. It feels odd then, to be sitting on his leather couch, while he sits in the chair opposite, and to begin an interaction that is in many ways the antithesis of the interactions that usually take place in this room.
I am here to interrogate Phillips about his new book, Going Sane. He seems eager to get down to business and there is something about him, a kind of polite intensity, which suggests that small talk, an often productive preliminary to a revealing interview - though perhaps not to a successful therapy session - is not an option. So we jump immediately into madness. Although Phillips's book is essentially about the notion of sanity - what it means, how it might be measured, whether it can be attained and indeed sustained - it is difficult, as he points out, to talk about one without the other.
'Sanity does not immediately strike us as a fascinating idea the way madness does,' he says, leaning forward in his chair, his eyes closing in concentration as they will throughout our conversation, 'even as an alternative word to mad, sane is so blank. But, it seems to me that either madness is another word for human nature, and that we are all very strange and life is, as it were, maddening, or, we are capable of actually being something else. Now, what is that something else? That is what I am trying to explore and I think that it is actually very obscure, and neglected.'
This would indeed seem to be the case. While there have been countless books written about madness, sanity has, until now, been an intriguingly overlooked subject, untouched by Shakespeare, Freud, Blake or Jung, and all but ignored by the self-appointed gurus of the self-help industry. This suggests to me that we take our sanity for granted, that only when it is dramatically ruptured - by grief, depression, breakdown - do we think about it at all. Like Bill Wyman's famous definition of a great bass player - you would only realise how good he was if he were to stop playing mid-song - sanity is defined mainly though its absence. And, while we have invested certain kinds of madness with a kind of romantic allure - the tortured genius of Sylvia Plath, the creative madness of Artaud or Van Gogh - sanity, as Phillips acknowledges early on in the book, has never been fashionable. Or, as he puts it, 'Sanity has always been an unfashionable term that has never quite gone out of fashion.'
To look at what it means to be sane, says Phillips, hinting at perhaps the key subtext of all his writing, 'is another way of looking at what are our hopes for ourselves.' Indeed, if you were to approach all his 11 books as a kind of loosely unified project, which he insists they are not, you could quite easily call that project Another Way of Looking at What Are Our Hopes For Ourselves.
In the past, Phillips has made us think in a new way about, among other things, boredom, flirtation, clutter, monogamy, escape, death, and daydreams. His first book was called On Kissing, Tickling and Being Bored, and it set the tone for what was to follow, being both as playful as its title suggested, but also intellectually rigorous and, in its questioning of the claims made on behalf of therapy, sometimes startling. He may well be the most sceptical psychoanalysts practising today, and has famously said that, 'for me, psychoanalysis is only one among many things you might do if you're feeling unwell - you might also try aromatherapy, knitting, hang-gliding. There are lots of things you can do with your distress. I don't believe psychoanalysis is the best thing you can do, even if I value it a great deal.'
Like all Phillips's work, Going Sane dances around the notion that what we think we want may not be what we really need - may, in fact, be distracting and diminishing. Thus, he explores the madness of money and the madness of sex, two of the peculiar but not exclusive obsessions of the emotionally out-of-kilter times we live in, though not, interestingly, the madness of celebrity or the madness of reality TV, two recent cultural phenomenons that suggest we are being driven to distraction by the relentless inanity of our distractions.
Celebrity, and its discontents, he says, is 'a whole other subject', and one he may yet get around to analysing. That there is such a thing as 'celebrity culture' - an oxymoron if ever there was one - and that it can make people feel inadequate, or envious, or fuel an addiction to binge-shopping or Botox, seems to suggest that every culture gets the madnesses it deserves.
'Yes, that seems to be true. When psychoanalysis started, for instance, it was mainly dealing with sexual inhibition. By the Fifties, it was primarily about identity - people not knowing who they were and believing that they should know who they were. Now, people like me are seeing more and more people who feel a kind of despair about the pointlessness of their lives, or an impossibility about sexual relationships. Or, they feel a generalised phobia, an anxiety about so-called ordinary things.'
This difficulty we have with accepting ourselves, says Phillips, is compounded by the fact that we live in an intensely competitive, market-driven culture that offers us increasingly unrealistic models of a better life. 'If you are told that there is nothing to achieve in life beyond material success,' continues Phillips, 'you are already being given such a narrow, cliched picture of what a good life is. Likewise, if you are presented with celebrity as the ultimate model of what a better life might be, you are being sold a very basic and superficial version of a better life. The notion of a good life could not be more diminished than it currently is.'
One of the best things we could do as individuals, Phillips tells me, is 'allow ourselves to daydream more'. In this belief, of course, he is in direct conflict with the thrust of our culture, which is geared to ever more activity: longer hours, more multitasking, always the need to be keeping up, or running at full pelt to try and catch up. 'One of the more distracting things about capitalist culture,' he says, with total seriousness, 'is that there is no stupor, no time to vegetate. What I would suggest is more time wasting, less stimulation. We need time to lie fallow like we did in childhood, so we can recuperate. Rather than be constantly told what you want and be pressurised to go after it, I think we would benefit greatly from spells of vaguely restless boredom in which desire can crystallise.' This will please my slacker friends immensely, but it also appears to me, the more I think about it, to be an obvious truth. And one that seems radical in the context of our fast-forward society.
It seems to be dawning on us, too, that, though our lives are easier - that is to say, less poor, less threatened by disease and death, less prescribed by class, gender or race - than our parents', or our grandparents', lives, they are nevertheless more pointlessly complex and, as a result, we seem to be more unhappy. That unhappiness increasingly manifests itself, as Phillips's patients illustrate, in a strange dissatisfaction with ourselves, and in our inability to be, for want of a better word, contented. It struck me, while reading his new book, that the ability to be contented may be the key determinant of the sane life he outlines in the final chapter.
'It certainly seems to me that we have unrealistic expectations,' he says, 'Of our relationships, about happiness, about hope. We are not educated to love reality. It is very difficult, for instance, to accept people as they are. One of the most difficult things is to acknowledge our parents as people, to accept that there are not better parents inside our parents.'
Going Sane differs from his previous books in one crucial way: it culminates with a chapter that is the closest he has yet come to offering a prescription for contentment. It is, unsurprisingly, a complex prescription, a series of negotiations between what is possible and what is practical, what we want and what we might be prepared to settle for. I ask him, out of personal interest, how a sane relationship might work.
'Well, first you would not be preoccupied by whether it was working or not. You would be preoccupied by whether or not you enjoy or crave each other's company. So, it would not be working the way a business works. That would be exactly the wrong model.'
What, though, would be the right model? 'Well, it may be in time that we come to see friendship as our best picture of a working relationship. It may be, too, that we need accept that sexual relationships are inevitably unpredictable. One would not then measure the success of a relationship by how long it lasted.
Whether a relationship works for 20 years or for 20 days is not the question The question is, is my life better with this person? And better, in this instance, does not mean more glamorous or richer or more alluring, there is more to it than that.'
With Adam Phillips, one feels, there is always more to it than that. One of the first things you notice about his writing is that he takes nothing for granted about his subject. He is suspicious of received wisdom and sceptical of authority, even his own. He once said he hated the 'intrusiveness' of psychoanalysis, that 'most people are essentially private and the demand to articulate oneself is quite often a strain, and, in the process, can be a diminishment'. His writing, you feel, is a self-interrogation as much as anything, a way of keeping himself alert to the risks and pitfalls inherent in his other profession.
'Writing,' he says, 'is how I work stuff out and even the response is part of that.' The response so far has been overwhelmingly positive. Interestingly, the few dissenting voices have tended to be female and proscriptive: Carmen Callil dismissed Monogamy, his small book of aphorisms on relationships, as 'self-interested and uninteresting', while Elaine Showalter attacked Equals, his exploration of equality in relationships, for its 'stylish one-upmanship' and lack of humour, clarity and a personal voice'. For his devotees, though, the personal voice rings loud and clear and, if at times, his work reads as if he is thinking out loud, that too is part of its democratic tone. 'I just write these books for the people who love them and hate them. If people are taken by them in some way, or can use them, I am thrilled by that, but there is no massive project here to convert people.'
Phillips was born in Cardiff in 1954 and is an only child. His parents were second-generation Polish Jews, and his childhood was relatively uneventful, as much as a childhood can ever be. 'No one divorced,' he says; 'No one died.' He grew up as part of an extended family of aunts, uncles and cousins, and his parents were 'very consciously Jewish but not believing'. His father was the first of his family to attend university, winning a scholarship to Oxford, where his parents insisted he studied law rather than English literature.
As a child, Phillips's passion was nature and the study of tropical birds in particular, and his deep and abiding love of literature did not begin until adolescence. He read English at Oxford and his defining influences are literary.
To this end, he has edited a book of Charles Lamb's prose and co-written a critical study of John Clare's poetry, as well as being the general editor of the recent Penguin Modern Classics Freud translations. He considers Freud to be first and foremost 'a great writer', and 'greatly admires the likes of Carlyle, Arnold and Ruskin - people who wrote as well as they could about the things that mattered to them'. This, as he is well aware, is a perfect description of his own writing, as well as a clue to how he would like the world to see him.
As befits someone whose other profession is bound by an unspoken vow of secrecy, Phillips is guarded about his private life, though he did have a long relationship with Jacqueline Rose, professor of English literature at Queen Mary's College, London, and something of a fellow traveller in the field of psychoanalytical essay writing. They have an adopted daughter, Mia, brought over from China as a baby. Nowadays, apparently, he lives with Judith Clark, a curator at the V&A.
Now 50, Phillips looks much younger and has the tousled, lived-in look of someone who came of age in the freewheeling Sixties. His writing, too, sometimes has the playfulness and disrespect for authority, as well as the utopian undertow of that altogether less uptight decade. 'I believe more in the Sixties now than I did then,' he says. 'All those values that have been mocked and disparaged seem to get truer and better as time goes on.'
His radicalism, which seems to have grown with every book he has written, may be rooted, too, in his experience of the National Health Service, in which he worked for almost 20 years, eventually becoming principal child psychotherapist at London's Charing Cross hospital. There, and in the drop-in centre for maladjusted children he helped set up in Camberwell, he treated people who were worn down and used up by the sheer grind of their lives, for whom therapy was literally a last resort, a place where they could at least offload and be listened to. The experience left him worn out, too, and one suspects that his self-reinvention as a sceptical psychoanalyst and literary iconoclast may be rooted in his disaffection with his profession's unwillingness to test its theories and treatments in the real world where those who need them most seldom have access to them.
In the field of psychoanalysis, then, Phillips is something of a loner, ignored rather than castigated by his fellow professionals for his irreverence and iconoclasm. Since he wrote The Beast in the Nursery in 1998, his books have, to one degree or another, been an ongoing interrogation of his own profession. Over and over, his writing asks us to consider what therapy is for, perhaps because he is acutely aware of how easily it can be misused. Is it, for instance, as that book suggests, 'another spurious form of authority?' Has it become the opposite of what it set out to be, a means of disempowering us, a method of managing our disillusionment and diluting our idealism? Can therapy, as he once put it, 'teach you to bear too much?'
His writing, too, seems to have become more political, though not in any obvious campaigning way. What is striking about the new book is how the symptoms he identifies in his patients - dissatisfaction, despair, hopelessness - reflect the collective anxieties that are abroad right now. What this betokens, among other things, says Phillips, is 'a profound political despair'.
'There does seem to be a loss of confidence in politicians and in the idea of participatory democracy,' he elaborates, 'but there is also a lack of genuinely competing political visions. That, I think, is worrying for our collective well-being. People need an arena where they can think, argue and engage their passions and, perhaps more importantly, they need to feel they are being listened to. That's what politics is for essentially. And that's also what psychoanalysis is for - to speak in order to be able to find out what is on one's mind, what impact that has on others, and what it evokes in them. It is never a good thing to be made to feel helpless.'
Reading Phillips, and indeed listening to him, which is kind of the same thing, is a to be made aware of how carelessly we throw words around. His writing can be difficult and sometimes dense, but it is always thought-provoking. Does he think he has succeeded in getting his ideas across, given the complexity of those ideas and his unwillingness to make them appear less so?
'That's an interesting question,' he replies, looking momentarily perplexed. 'I mean, I don't really think like that. I don't have theories, I have sentences. I don't want people to come away thinking, this is what Phillips thinks about X or Y. My wish is not to inform people, but to evoke things in them by the way the writing works. That, I value. Ideally, I want the books to return you to your own thoughts.' In this, I think, he has succeeded.